NEUROCIRURGIA

O que faz um neurocirurgião?

O neurocirurgião atua no diagnóstico e tratamento de uma ampla gama de doenças que afetam o sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico

Neurocirurgia Funcional: tratamento neurocirúrgico de condições como a dor crônica e os distúrbios do movimento, além de áreas como a psicocirurgia e intervenções voltadas para a modulação de órgãos sensoriais disfuncionais, utilizando dispositivos avançados.

Subespecialidades da neurocirurgia

A Neurocirurgia pode ser dividida em subespecialidades. Mas nenhuma delas é uma especialidade independente, todas são consideradas áreas de atuação.

O neurocirurgião com formação adequada está apto a atuar em todas as subáreas assim que termina seu treinamento. Mas a tendência, com o tempo, é que ele trilhe seu próprio caminho, adquirindo experiência em uma ou outra área, dentre as citadas:

  • Base de Crânio;
  • Epilepsia (Tratamento Neurocirúrgico da Epilepsia);
  • Nervos Periféricos;
  • Radiocirurgia;
  • Neurointensivismo;
  • Neurotraumatologia e Neurocirurgia de Urgência/Emergência;
  • Hidrodinâmica e Neuroendoscopia;
  • Neurocirurgia Oncológica;
  • Neurocirurgia Vascular;
  • Neurocirurgia Endovascular (também conhecida como Neurorradiologia Intervencionista).
  • Neurocirurgia Espinhal (Tratamento Neurocirúrgico das Patologias da Coluna e Medula Espinhal);
  • Neurocirurgia Pediátrica e Neurocirurgia Fetal;
  • Neurocirurgia Funcional (Tratamento Neurocirúrgico da Dor e das Desordens dos Movimentos, Psicocirurgia, dentre outros sub-ramos mais específicos, como o tratamento de órgãos sensoriais disfuncionais por modulação por dispositivos artificiais).

O que faz um neurocirurgião funcional?

O neurocirurgião funcional é especializado no tratamento de alterações do funcionamento do sistema nervoso, abordando condições como dor crônica, distúrbios do movimento (Doença de Parkinson, distonias, tremores), espasticidade e epilepsia. Sua atuação combina técnicas cirúrgicas e neuromodulatórias para restaurar ou modular funções neurológicas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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Neurocirurgia funcional no tratamento da dor crônica

A dor é considerada crônica quando persiste por três meses ou mais. Para muitos pacientes, ela pode durar anos ou até a vida toda.

Existem muitas causas possíveis para a dor cronificar, incluindo lesões, como envolvimento em um acidente, quedas, pós-cirurgia ou por distúrbios ou doenças subjacentes, sejam do sistema nervoso ou mesmo osteomuscular.

A dor pode ser sentida de diferentes formas, como queimação, pontada, pressão, pulsação ou outras sensações. Ela pode surgir em qualquer parte do corpo, variando de leve a muito intensa, podendo ser momentânea, aparecer em crises ou ser constante. Em alguns casos, a dor pode ser apenas incômoda, mas em outros, pode afetar profundamente a qualidade de vida.

Quando a dor se torna crônica, ou seja, persiste por meses ou anos, ela pode causar mudanças importantes no corpo, especialmente no sistema nervoso, e passar a ser considerada uma condição por si só.

Para pacientes que convivem com dores crônicas muito intensas, que não melhoram com tratamentos convencionais, a intervenção neurocirúrgica pode ser uma opção. Atua não diretamente na causa da dor, mas no alívio do sofrimento ao modificar como os sinais de dor são processados pelo sistema nervoso.

Algumas das técnicas utilizadas incluem:

  • Bloqueios;
  • Infiltrações;
  • Bombas de infusão;
  • Estimulação medular;
  • Radiofrequência;
  • Crioanalgesia;
  • Terapia por ondas de choque.

Esses procedimentos são indicados caso a caso, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e devolver o bem-estar ao paciente. Se você sente dor crônica e busca novas opções de tratamento, converse com seu médico sobre essas possibilidades.

Neurocirurgia funcional no tratamento de distúrbios do movimento

Muitas doenças cursam com distúrbios do movimento, nos quais o paciente apresenta dificuldade de realizar ou possui movimentos involuntários que podem atrapalhar e limitar significativamente a sua vida.

Um exemplo disso é a Doença de Parkinson, na qual os tremores em repouso, a rigidez, bradicinesia (lentidão nos movimentos) e a dificuldade de andar complicam muito a condição e a qualidade de vida do paciente.

Para atenuar esse problema, a neurocirurgia funcional emprega um procedimento chamado Estimulação Cerebral Profunda (ECP), do inglês DBS (Deep Brain Stimulation).

Nessa cirurgia, utilizam-se eletrodos em regiões do cérebro ligadas à patologia do paciente, como tálamo ou núcleos da base.

O procedimento é feito com um aparelho estereotáxico, que é utilizado para atingir regiões com extrema precisão, com coordenadas nas 3 dimensões e com o paciente acordado para que as funções sejam testadas durante a cirurgia, de modo que registros e ajustes possam ser feitos.

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